O representante especial dos EUA para a Coreia do Norte, Stephen Biegun, instou esta segunda-feira Pyongyang a voltar à mesa das negociações. As suas declarações foram proferidas em Seul poucos dias depois de o regime norte-coreano ter anunciado testes com mísseis.
Pyongyang definiu um prazo até ao final do ano para Washington chegar a um novo acordo de desnuclearização que envolvesse um alívio significativo das sanções. Caso contrário, os EUA poderiam esperar um “presente de Natal”, ameaçaram as autoridades norte-coreanas.
Classificando a ameaça como “hostil, negativa e desnecessária”, Biegun sublinhou que os EUA têm “um objetivo, não um prazo”. O representante especial apelou ainda aos seus congéneres norte-coreanos: “Está na hora de fazermos o nosso trabalho. Vamos fazer isto. Estamos aqui e vocês sabem como chegar até nós.”
Uma oferta aceitável ou um “novo caminho”
O Presidente dos EUA, Donald Trump, já anunciou que se recusa a levantar sanções até que a Coreia do Norte abandone completamente o seu programa nuclear. Por seu lado, a Coreia do Norte diz que se os EUA não fizerem uma oferta aceitável, encontrarão um “novo caminho”.
Nos últimos dias, Pyongyang parece ter fechado a porta a novas negociações, concentrando-se nos testes com mísseis. A 8 de dezembro, anunciou ter realizado um “teste muito importante”. Menos de uma semana depois, anunciou ter realizado um outro. Ambos os testes foram feitos na base de lançamento de Soahe, que a Coreia do Norte havia prometido desmantelar.
Impasse nas negociações
As negociações encontram-se num impasse após o encontro histórico entre Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, em Singapura em junho de 2018 e no Vietname já este ano. Em junho, os líderes também conversaram na zona desmilitarizada que separa a Coreia do Norte da Coreia do Sul.
Um encontro mais recente em Estocolmo entre enviados de Washington e de Pyongyang terminou sem progresso. Desde então, a Coreia do Norte reiniciou testes com os seus mísseis balísticos de curto alcance.
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