Dia 26 de janeiro de 2018, Aurelia Brouwers deitou-se na sua cama com os melhores amigos à volta e bebeu um líquido que haveria de a adormecer - e depois matar. Tinha 29 anos e não estava no estado terminal de qualquer doença que pudesse provocar-lhe um sofrimento físico intolerável. Não suportava a dor psicológica de estar viva, condição que muitas vezes descreveu a familiares e amigos como “centenas de punhais a entrarem pelo cérebro continuamente”.
Dois anos antes, Elco de Gooijer, também holandês, de 38 anos, fisicamente apto mas profundamente deprimido e descrente nas dezenas de medicamentos que tomou e psicólogos que consultou, morreu na companhia dos pais, por escolha própria.
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