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O mês de janeiro vai ser quente: Função Pública está contra o Orçamento e ameaça com greve geral

O mês de janeiro vai ser quente: Função Pública está contra o Orçamento e ameaça com greve geral
MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Sindicatos consideram aumento de 0,3% uma “afronta” e querem concertar posições. Greve geral em cima da mesa

“Insulto”, “afronta”, “vexatória”. São palavras fortes, usadas pelos sindicatos da Administração Pública (AP) para qualificar a proposta do Governo de 0,3% para os aumentos da Função Pública no próximo ano. Para Frente Comum, FESAP e STE, o valor é “inaceitável”. E os sindicatos vão partir para a luta. Em cima da mesa está uma greve geral ou uma manifestação nacional da AP, que pode juntar CGTP e UGT.

As reuniões de sexta-feira entre sindicatos e José Couto, secretário de Estado da Administração Pública, não avançaram um milímetro face ao confronto de quarta-feira. Nessa altura, o Governo propôs uma atualização das tabelas salariais de 0,3%, estimando um impacto orçamental entre €60 milhões e €70 milhões. E daí não saiu. O Executivo vai usar como referência a inflação atual e não a prevista para 2020, que é mais elevada. No âmbito da preparação do Orçamento, tem falado em 1,2% ou mais. Uma alteração que rompe com a tradição negocial e que significa, ao fim de uma década de congelamento, aumentos de apenas €1,9 brutos por mês para quem ganha o salário mínimo no Estado (que está nos €635,07), ou mais €4,4 para uma remuneração-base média na AP (que está nos €1482,5 brutos mensais).

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