O caso dos insultos racistas ao jogador Moussa Marega encontra-se em investigação no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Guimarães. A informação foi confirmada à Tribuna Expresso por fonte oficial da Procuradoria-Geral da República.
Este domingo, durante o jogo entre o Vitória de Guimarães e o FC Porto, o jogador maliano ouviu cânticos e palavras racistas de adeptos vimaranses. Depois de marcar o segundo golo dos portistas, Marega decidiu sair do relvado quando ainda faltavam vinte minutos para terminar o jogo. Imagens agora reveladas, confirmam a existência de insultos racistas, principalmente quando o atleta decidiu abandonar a partida.
Esta manhã, a PSP já havia confirmado que se encontrava a tentar identificar os adeptos suspeitos de dirigirem palavras e gestos racistas e xenófobos ao futebolista do FC Porto, cometendo assim infrações criminais e contraordenacionais. De acordo com a Polícia, o comportamento dos adeptos suspeitos configura um crime previsto e punido no Código Penal com pena de prisão de seis meses a 5 anos.
Além da vertente criminal, a PSP acrescenta que tal comportamento de adeptos constitui contraordenação, pois "a prática de atos ou o incitamento à violência, ao racismo, à xenofobia e à intolerância nos espetáculos desportivos" pode ser punida com coima entre 1.000 e 10.000 euros.
O caso de racismo já mereceu palavras de condenação por parte do primeiro-ministro António Costa do do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa. Já João Paulo Rebelo, o secretário de Estado da Juventude e Desporto, considerou o incidente com o futebolista maliano do FC Porto Marega intolerável é inaceitável, assegurando que as autoridades estão a identificar os responsáveis, a fim de serem punidos. "O que aconteceu esta noite no jogo entre Vitória Sport Clube e FC Porto é absolutamente intolerável é inaceitável. Os insultos dirigidos ao jogador Marega envergonham todos quantos pugnam por uma sociedade inclusiva. Os valores do desporto nada têm que ver com estas atitudes racistas, xenófobas e ignóbeis”, disse João Paulo Rebelo, em declarações à agência Lusa.
Tem alguma questão? Envie um email ao jornalista: HFranco@expresso.impresa.pt