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Temido perdeu para Centeno em reunião tensa, antes do anúncio do plano para a Saúde

Temido perdeu para Centeno em reunião tensa, antes do anúncio do plano para a Saúde
JOSÉ SENA GOULÃO/Lusa

Centeno e Temido enfrentaram-se numa reunião difícil na semana passada. Mas as Finanças é que ditaram a estratégia

Para entreter.” É esta a verdadeira missão do pacote financeiro anunciado esta semana para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) aos olhos de atuais e antigos responsáveis do sector. A “resolução” aprovada na terça-feira em Conselho de Ministros foi pensada pelo primeiro-ministro, António Costa, para um “número político” e coube às Finanças ditar a estratégia. O plano vai dar pouco mais à Saúde e a ministra Marta Temido não gostou, mas acatou.

O reforço orçamental — €550 milhões em 2019 para dívidas, €800 milhões em 2020 no orçamento global e €190 milhões em 2020 e 2021 para investimentos — foi ultimado na semana passada, numa reunião “muito tensa” entre Mário Centeno e Marta Temido. A sessão de trabalho prolongou-se pela noite dentro, até o ministro das Finanças ter conseguido impor a sua vontade de controlo apertado sobre a Saúde, área que entende padecer de má gestão de recursos, incluindo dos profissionais do SNS. Quem acompanhou o processo conta que Mário Centeno deixou mesmo escapar a ideia de que as relações entre os dois gabinetes estão agora piores do que na anterior legislatura.

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