
Decisões adiadas por um ano. EUA, Austrália, Japão, Rússia e Brasil mantêm-se como as principais forças de bloqueio
Decisões adiadas por um ano. EUA, Austrália, Japão, Rússia e Brasil mantêm-se como as principais forças de bloqueio
Jornalista
Por todo o lado se leem frases como “é tempo de agir” ou “não lhe chamem mudança, mas urgência climática” e este é o discurso que se ouve de cientistas, alguns políticos ou de ativistas por todo o lado na 25ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP25), que era para terminar esta sexta-feira em Madrid. Porém, a urgência parece continuar adiada, como adiada tem andado nas últimas duas décadas, lembram as centenas de ativistas que se manifestaram dentro do recinto da Feira de Madrid (Ifema) onde se desenrolou a conferência nas duas últimas semanas.
De pouco parece ter servido a movimentação de milhares de jovens que voltaram a encher as ruas de mais uma Sexta-feira pelo Futuro. Ou as ações de protesto que, dentro do recinto da feira de Madrid, incluíram uma perseguição pacífica de duas centenas de jovens de movimentos antissistema — com olhos pintados nas mãos — a responsáveis das delegações dos países bloqueadores ou a dirigentes de empresas petrolíferas. O aviso era simples: “Estamos de olho em vocês.” Entre eles estava a portuguesa Bianca Castro, uma estudante de física de 19 anos, que esteve na COP para “denunciar por dentro a ineficácia desta conferência”, já que, diz, “ninguém acredita que aqui se mude alguma coisa”.
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