Catorze pessoas foram esta terça-feira detidas na megaoperação lançada após o ataque ocorrido em Viena. Segundo a polícia, todas elas estão ligadas ao atacante que acabou morto pelos agentes, um jovem com dupla nacionalidade austríaca e macedónia com histórico de radicalização.
Cerca de mil agentes no terreno procuram outros possíveis terroristas envolvidos nos tiroteios, embora até agora não tenham encontrado quaisquer provas que conduzam a mais suspeitos. De acordo com as informações oficiais, durante o dia foram realizadas 18 buscas em Viena e na região da Baixa Áustria. Cerca de 20.000 vídeos de cidadãos estão a ser minuciosamente analisados
Pelo menos uma das detenções ocorreu na cidade de Linz, a cerca de 200 quilómetros de Viena. A imprensa local diz tratar-se de um já identificado fundamentalista islâmico.
Outros dois homens foram detidos na Suíça, segundo avança a agência AFP, que cita fontes policiais. A operação decorreu em Winterthour, perto de Zurique, e a ligação dos dois suspeitos ao autor do ataque de Viena está a ser investigada. Com 18 e 24 anos, têm ambos nacionalidade suíça.
Quanto ao atacante morto no local, o ministro do Interior austríaco confirmou tratar-se de um jovem com 20 anos, filho de pais de origem albanesa, oriundos da Macedónia do Norte, também possuidores de passaportes austríaco. O atacante tinha antecedentes criminais por associação terrorista, tendo mesmo sido condenado em abril de 2019 a 22 meses por tentativa de chegar à Síria para ingressar no Daesh. Estava em liberdade condicional desde dezembro de 2019.
O Daesh reivindicou entretanto o atentado em Viena. Num comunicado divulgado pela agência Amaq, é dito que a ação foi levada a cabo por "um soldado do califado", incluindo a nota uma fotografia do alegado autor do ataque, que é identificado como "Abu Dagnah Al-Albany".
Segundo o que disse o ministro do Interior austríaco na mais recente conferência de imprensa, nenhum comportamento do jovem fez soar qualquer sinal de alarme após a sua libertação.
A polícia acredita que a rápida deteção do homem após o alerta para os primeiros tiros na noite desta segunda-feira – foram necessários apenas nove minutos – impediu um maior número de mortes. No ataque, quatro pessoas perderam a vida e 17 ficaram feridas, incluindo um jovem português.
As imagens veiculadas nas redes mostram um homem armado, vestido de macacão branco, boné e com um aparente colete de explosivos, que se revelou falso.
O Governo austríaco foi rápido a considerar o incidente um ataque extremista. Num comunicado emitido ainda na noite de segunda-feira, o chefe do governo afirmou ainda parecer algo “bem preparado”.
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