Presidente dos CTT: Indicadores de qualidade impostos pela Anacom são “impossíveis” de cumprir e revelam “insensatez”
João Bento acusa o regulador de estar a fazer exigências nunca vistas a nível internacional
João Bento acusa o regulador de estar a fazer exigências nunca vistas a nível internacional
Jornalista
Reagindo a críticas do presidente da Anacom à qualidade do serviços dos CTT, João Bento sublinha que essa “é hoje a prioridade” dos Correios, defendendo que “o número de critérios e o nível de exigência” impostos pelo regulador “não são vistos em mais lado nenhum do mundo”.
O presidente executivo dos CTT, João Bento, afirma mesmo que “há uma impossibilidade de cumprir os critérios de qualidade" impostos pela Anacom. “Andamos a dizer isto desde 2018”, frisa. E prossegue: “A alteração dos indicadores de qualidade foi feito num quadro de pouca sensatez”.
João Bento, que falava na conferência de imprensa sobre o novo posicionamento da marca, no ano em que os CTT comemoram 500 anos de história, salienta ainda que a declaração de João de Cadete de Matos, em entrevista ao Jornal de Negócios/Antena 1, segundo a qual a comissão executiva está mais preocupada com a remuneração dos acionista do que com a qualidade “é injusta”. A "qualidade não é a primeira prioridade nos prémios dos CTT. É a evolução das ações", afrimou na entrevista o presidente da Anacom" .“É uma declaração que não me parece feliz e que parece desvalorizar a sustentabilidade da empresa”, comentou por sua vez João Bento.
“Os indicadores de qualidade aplicados aos CTT estão desalinhados com as práticas europeias”, sustenta o presidente dos Correios. Além disso, "ao contrário do que diz a Anacom, correspondem a níveis de exigência que nunca foram praticados nos CTT".
Os CTT pediram a suspensão da aplicação dos novos critérios e níveis de qualidade, numa ação que está a correr no tribunal arbitral.
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