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Governo corta meta do défice para 2,6%
O Governo aprovou hoje em Conselho de Ministros o "draft" do Orçamento do Estado para 2016. O documento, onde Portugal faz previsões económicas e traça metas orçamentais, segue agora para a Comissão Europeia, que tem de se pronunciar.
Já quanto ao défice estrutural - que mede o verdadeiro esforço de consolidação orçamental -, o ministro das Finanças, Mário Centeno, dá um passo na direcção das pretensões da Comissão Europeia, que queria ver um esforço de correcção do défice estrutural. Nas últimas recomendações, Bruxelas sugeria a Portugal uma redução do défice estrutural igual a 0,6 pontos percentuais.
A correcção agora fica mais próxima da solução de meio caminho que Bruxelas e Lisboa tentavam negociar esta semana, tal como o Negócios apurou.
O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira o "draft" do Orçamento do Estado para 2016, que seguirá agora para Bruxelas e para o Parlamento.
O ministro das Finanças não deu muitos detalhes sobre o documento, remetendo para uma conferência de imprensa marcada para sexta-feira.
"Este é um orçamento responsável, que favorece o crescimento económico e a criação de emprego, melhora a protecção social (...) reduzindo ao mesmo tempo o valor da dívida e do défices", disse Mário Centeno. O minsitro acrescentou ainda que garante uma "redução igualmente significativa" da dívida pública.
O Orçamento garante "uma política orçamental mais equilibrada e sustentada" "com diminuição da carga fiscal e recuperação de rendimento", cumprindo "todos os compromisso assumidos no programa eleitoral" e garantindo "o espaço para a criação de crescimento económico, que é um orçamento deve fazer".